três poemas em cinco minutos
acho que eu voltei
Tuesday, December 22, 2015
ventosa
até que eu tenha respiro
os dias ficam marrons
os dias ficam amarelos
os dias nunca são verdes
até que eu tenha coragem
o vão da costura se abre
a vida dos dedos é murcha
o canto dos copos é mudo
até que eu consiga uma casa
até que eu consiga um carro
até que eu consiga andar de noite ao lado do rio
até que eu consiga levantar
nada se recupera
desesperados os pássaros
querem fugir da minha sombra
os dias ficam marrons
os dias ficam amarelos
os dias nunca são verdes
até que eu tenha coragem
o vão da costura se abre
a vida dos dedos é murcha
o canto dos copos é mudo
até que eu consiga uma casa
até que eu consiga um carro
até que eu consiga andar de noite ao lado do rio
até que eu consiga levantar
nada se recupera
desesperados os pássaros
querem fugir da minha sombra
o império contra-ataca
não esquecerei este dia vinte
nem em vinte e um dias vinte
no mormação que antecede a chuva, ajoelhei no assoalho quente e pedi por minha morte, sangrei por todos os cantos mas nenhuma gota caiu
só as mais salgadas
dei às coxas o castigo milenar e assassino dos servos malcriados
incubando na cabeça um fim e uma enxaqueca
o coração a secar numa peneira
num pano de fazer queijos
nem em vinte e um dias vinte
no mormação que antecede a chuva, ajoelhei no assoalho quente e pedi por minha morte, sangrei por todos os cantos mas nenhuma gota caiu
só as mais salgadas
dei às coxas o castigo milenar e assassino dos servos malcriados
incubando na cabeça um fim e uma enxaqueca
o coração a secar numa peneira
num pano de fazer queijos
ecapskcab
quandoespaçocaemespaçotodasespaçoasespaçofolhasespaçoenteroespaçoqueespaçosobraespaçoentrenós
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