domingo
nublado
são-paulo-da-não-garoa
percebi que, de fato, não sei escrever porra nenhuma
eu só sei pensar em imagens bonitinhas, em duplinhas de palavras que vão bem juntas
no mais, é sorte é acaso
por isso, estou encerrando as atividades deste blogue
- pela segunda vez em sua história -
que (re)nasceu de um ímpeto muito bonito muito triste e seguiu por algum tempo
dando-me os frutos da espontaneidade, com regras um tanto rígidas para um santuário do erro
(aqui só entram textos que foram originalmente escritos na página de postagem, sem chance de edição posterior, sem lugar pra textos trabalhados, rascunhados, reescritos um milhãozinho de vezes)
talvez essa escolha pelo derrepenteio, pelo supetão,
são-paulo-da-não-garoa
percebi que, de fato, não sei escrever porra nenhuma
eu só sei pensar em imagens bonitinhas, em duplinhas de palavras que vão bem juntas
no mais, é sorte é acaso
por isso, estou encerrando as atividades deste blogue
- pela segunda vez em sua história -
que (re)nasceu de um ímpeto muito bonito muito triste e seguiu por algum tempo
dando-me os frutos da espontaneidade, com regras um tanto rígidas para um santuário do erro
(aqui só entram textos que foram originalmente escritos na página de postagem, sem chance de edição posterior, sem lugar pra textos trabalhados, rascunhados, reescritos um milhãozinho de vezes)
talvez essa escolha pelo derrepenteio, pelo supetão,
seja um escape, entregar ao método a culpa pelos textos ralos, febris, inócuos,
talvez seja a minha vontade de não assumir o que venho anunciar:
não sei escrever
não me prestarei mais a escrever
não adianta escrever
só me adianta escrever
mas não adianta continuar escrevendo
encerro com uma lágrima e meia ainda flutuando na cavidade orbital direita
(a esquerda apenas molhadinha)
e uma dor de perder o que não existe
que nunca foi meu
perdão aos poucos leitores que ainda zumbem por aqui. agradeço à musificação ocasional dos meus dedos, fenômeno que atribuo à atmosfera dos dias. muitas coisas que estão aqui têm o meu carinho. delas, vejam, já se fez página de livro - o que é muito mais do que eu poderia ter sonhado quando recorria a este cursor piscante, especialmente nos dias em que meu peito comprimia-se e, torcido, cuspia fogo e chorava gelo, girando torto e desfigurado em seus grilhões de osso.
até.
não sei escrever
não me prestarei mais a escrever
não adianta escrever
só me adianta escrever
mas não adianta continuar escrevendo
encerro com uma lágrima e meia ainda flutuando na cavidade orbital direita
(a esquerda apenas molhadinha)
e uma dor de perder o que não existe
que nunca foi meu
perdão aos poucos leitores que ainda zumbem por aqui. agradeço à musificação ocasional dos meus dedos, fenômeno que atribuo à atmosfera dos dias. muitas coisas que estão aqui têm o meu carinho. delas, vejam, já se fez página de livro - o que é muito mais do que eu poderia ter sonhado quando recorria a este cursor piscante, especialmente nos dias em que meu peito comprimia-se e, torcido, cuspia fogo e chorava gelo, girando torto e desfigurado em seus grilhões de osso.
até.