eu vim de lá pra ti entoando fases
costurando passos
sempre em vírgula
sempre em vigília da notícia que não vem
eu vir gu lá pra cá, volitando
e vomitando pausas frequentes
a cara escondida atrás do espelho
a face colada com azulejo
eu vi o fim do escorrega
que dá num jardim de horrores
e estas pausas tão bem feitas
viram gulfos
ouviram laços
eu vim de lá pra cá:
à toa
à tona, meu pulmão inundaço
não!
meu peito de ferro e molhaço
e a âncora no pescoço
a vírgula de cá é boa:
habitual e tatuageira
em verdade, enfim:
as pausas são tropeços
e espaços e soluços
e só grafo essas curvinhas
por faltar-me a cunha do fim
Monday, August 6, 2012
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