(as grandes teorias da robótica
e, bem,
as tintas que a gente inventa
são sonho)
de noite, dói-me o meu couro da cabeça
que é uma peneira esticada sobre o osso
não suporto as coisas que crescem,
mesmo as natimortas
mesmo as sobras
quero-as longe do meu rosto
desejo expulsá-las todas numa progressão lenta
estratificada, em capítulos, e em versículos
- e os folículos...-
eu molesto meu corpo com cabo-de -guerra
moendo a superfície da pele
que é o que dá à minha cabeça essa aura de
calor
emanação
emanamento
e uma latência que pulsa a dor baixinha
um plastiquinho
eu quero que as coisas tornem em cantiga mas são sons que se tropeçam tudo que me escapa
Friday, September 6, 2013
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